Aumento do preço da pasta leva Altri e Portucel a máximos de mais de 12 meses
O aumento dos preços da pasta de papel está a impulsionar os títulos das empresas do sector. A Altri e a Portucel dispararam, na sessão de hoje, para máximos de mais de um ano.
O aumento dos preços da pasta de papel está a impulsionar os títulos das empresas do sector. A Altri e a Portucel dispararam, na sessão de hoje, para máximos de mais de um ano.
A Altri valorizou 6,54% para 4,07 euros, atingindo um novo máximo de Maio de 2008. A empresa liderada por Paulo Fernandes tem vindo a registar fortes ganhos, suportada pelo aumento dos preços da pasta.
A empresa anunciou ontem que vai seguir o aumento de 50 dólares no preço da tonelada de pasta efectuado pela Fíbria, a maior companhia do sector, que resultou da fusão entre a Aracruz e a VCP.
Além disso, a revisão da avaliação realizada pelo CaixaBI para a Altri também contribuiu para os ganhos verificados hoje. A casa de investimento aumentou o “target”, para o final de 2010, da empresa em 23% para 4,70 euros. A recomendação é de “compra”.
A Altri é a terceira cotada do PSI-20 com maiores ganhos este ano, acumulando uma subida de 94,27%, desde 31 de Dezembro.
O analista Carlos de Jesus diz que “este suporte proporcionado pelo aumento do preço da pasta beneficiou, e deverá continuar a beneficiar, as empresas do sector, nomeadamente aquelas focadas somente na produção de pasta”, refere numa nota de “research” a que o Negócios teve acesso.
A Portucel também se destacou, na sessão de hoje, ao subir 3,10% para 2,097 euros, encerrando no nível mais alto desde meados de Setembro do ano passado.
Também esta empresa do sector da pasta beneficiou de uma análise do CaixaBI, que actualizou as estimativas para a Portucel, aumentando o preço-alvo em 18% para os 2,60 euros. Uma revisão que visa incorporar a capacidade produção da nova máquina de papel e, também, os sucessivos aumentos do preço da pasta.
A Portucel acumula uma valorização de 35,38%, desde 31 de Dezembro. O novo preço-alvo do Caixa BI representa um potencial de valorização de 23,3% face ao valor de fecho dos títulos, pelo que a recomendação do banco de investimento foi mantida em “comprar”.
“A nova máquina de papel (com capacidade nominal de 500 mil toneladas por ano) irá aumentar a capacidade de produção da empresa, contribuindo para o aumento das vendas e margens, apesar da velocidade de cruzeiro dever somente ser alcançado no final de 2010”, adianta o analista na nota de "research".
“O valor em mercado da Portucel deverá beneficiar do aumento do preço da pasta (que antecipamos dever continuar a verificar-se no futuro próximo), mas menos do que as empresas expostas somente a este mercado”, salienta a mesma fonte.
Jornal de Negócios - Lisboa - PORTUGAL - 23 setiembre 2009